Opiniões
O olhar franco e forte diz-nos da vontade imediata, da procura permanente. Mas ao mesmo tempo sentimos a sensibilidade dos atentos; daqueles que não passam pela vida para ver andar os outros. São olhos que vêem e registam.
Adália Alberto construiu o seu próprio caminho. Observando, estudando, experimentando ouvindo, aprendendo, experimentando outra vez. Mulher de armas, escolheu as artes da Cantaria e da Escultura. A sua extrema delicadeza envolveu apuros de forma; a sua inteligência fê-la procurar caminhos; o seu gosto apurou técnicas; a mulher cresceu, viveu. E com isso a escultora agigantou-se a cada dia. Sempre que com ela falei ou trabalhei senti que havia ali em potência um mundo enorme de progressão e descoberta. Os seus passeios pela Serra d’Aire. Os dias inteiros em busca de uma pedra. A tal que tem de ser. Na cor, na forma. O gesto sugerido da pedra para lá da forma bruta que apresenta. Adália é, em termos de trabalho, exímia e incansável. A sua ética profissional. A sua forma de escutar o que pretendemos - a ideia que nos leva - é já uma forma de nos contemplar em empatias, de nos integrar em amizade. É o seu jeito natural, a sua maneira de nos fazer sentir que a obra tem afinal tudo de nós. Quando foi ela, afinal, a sua criadora. A arte maior de tirar da pedra emoções e significados. Ora com sensualidade, ora com rigor. Pedir a Adália que a pedra e a arte nunca a abandonem é um voto bem interesseiro. Porque todos nós teremos muito a ganhar com isso.
Pedro Barroso Autor compositor músico
Exposição de escultura de Adália Alberto
Adália Alberto, escultora, voltou a realizar na Batalha mais uma magnífica exposição, em que a beleza das peças que executa saiu manifestamente reconhecida.
Formas e superfícies trabalhadas com mestria e grande sentido estético, puderam ser apreciadas na Galeria “Mouzinho de Albuquerque” de 17 a 27 de Junho.
Adália Alberto, detentora de um vasto currículo profissional, possui o curso de Cantaria da Escola Tradicional de Artes e Ofícios da Batalha, tendo efectuado um estágio no Mosteiro da Batalha, durante 10 meses, sob a supervisão do Mestre Alfredo Neto Ribeiro.
A figura e as formas femininas continuam a merecer destaque no trabalho da artista, onde cada peça é uma história para desvendar.
in “Boletim Municipal”, 2004
in “Boletim Municipal”, 2004
Adália Alberto mostrou como se molda a pedra
A Arte de trabalhar a pedra mereceu sempre ao longo dos tempos especial atenção por todos aqueles que apreciam a realização de um trabalho que nasce a partir de um pedaço disforme de rocha.
Adália Alberto, uma jovem escultora a residir no Concelho da Batalha mostrou, de 29 de Maio a 9 de Junho, na Galeria Mouzinho de Albuquerque, algumas das belas peças a que dá forma, numa mostra composta por 15 trabalhos de cantaria e de escultura.
Bustos, rosáceas, brasões, capitéis e uma réplica de uma Janela Manuelina, foram apenas alguns dos trabalhos que foi possível observar nesta espectacular exposição.
Adália Alberto, possui o curso de Cantaria de Escola Tradicional de Artes e Ofícios da Batalha, tendo estagiado durante dez meses com o Mestre Alfredo Neto Ribeiro, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória.
in “Boletim Municipal”, 2002
Adália Alberto, uma notável escultora
São quinze peças de calcário e de mármore que revelam o grande potencial artístico desta antiga aluna da Escola de Canteiros batalhense e antiga estagiária do mestre Alfredo Ribeiro.
Imagens, bustos, troncos femininos, dão-nos conta dum extraordinário espírito criativo e dum enorme talento para o difícil trabalho de lavrar a pedra e de lhe dar formas de invulgar beleza.
Adália Alberto é uma artista e, na verdade, já uma grande artista de que a Batalha e a nossa região podem orgulhar-se justificadamente.
A exposição está patente ao público, na galeria municipal Mouzinho de Albuquerque, na praça do mesmo nome, na Vila da Batalha, até ao dia 9 de corrente.
José Travassos dos Santos
Historiador, Etnólogo
in “A voz do Domingo”, 9 de Junho 2002
I felt in love with Amanda as soon as I sow her.
I know you must have spent endless hours in making her and many more in her company.
We lover her very much and believe that she is like a Rodin. We will cherish her.
Best regards,
Jack A. Napper
adquirente da escultura “Amanda”, 2003
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